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ACESSIBILIDADE - Surdocegueira, Multideficiencia e Doença Rara
*Alex Garcia

Ao elaborar esta reflexão, objetivo, obter e transmitir brevemente a relação causal e o sentido fático, por assim dizer, entre Acessibilidade, Pessoas Surdocegas, Pessoas Multideficientes e Pessoas com Doença Rara. Desta forma, postular considerações a cerca da Acessibilidade destas Pessoas significa destacar a Acessibilidade em seus sentidos, conceitos, praticas e finalidades, de uma forma altamente especifica, de caráter individual e indivisível. Acessibilidade de caráter individual e indivisível inerente às necessidades que estas pessoas apresentam. A Surdocegueira, a Multideficiencia e a Doença Rara, até mesmo em suas características leves, possuem um potencial poder retaliativo da estrutura e desenvolvimento humano. Estas características podem ser em parte transformadas, a medida que, a Acessibilidade, em seus diversos campos de atuação, for desenvolvida e colocada em prática. Para nós. Pessoas Surdocegas, Pessoas Multideficientes e Pessoas com Doença Rara, a Acessibilidade em um primeiro momento é a ferramenta para nossa Inclusão Social.

Se destacarmos a Inclusão Social significa dizer que almejamos a igualdade de oportunidades em todos os campos sociais. Para termos igualdade de oportunidades, a acessibilidade deve promover nosso direito à comunicabilidade ou a nos comunicar que é diferente do direito a comunicação. A acessibilidade, através de seus mecanismos de atuação e promoção, deve nos possibilitar o acesso à comunicabilidade, através de meios, respeitando e considerando nossas dificuldades e características plurais, mas ao mesmo tempo, individuais, que possuímos em nossa comunicabilidade. Emergindo do direito a comunicabilidade, a acessibilidade naturalmente estará garantindo ou tornando acessível, o direito a livre expressão, de nós, Pessoas Surdocegas, Multideficientes e Pessoas com Doença Rara. Livre expressão que constantemente nos é negada. Livre expressão negada significa considerar que nosso direito à convicção também nos será subtraída.

Havendo negação de nosso direito à convicção estaremos negligenciando um preceito fundamental da humanidade para com as Pessoas Surdocegas, Multideficientes e Pessoas com Doença Rara. Em síntese, a Acessibilidade se desenvolvida dentro de parâmetros legais, éticos e morais, relegando fundamental importância ao pleno desenvolvimento humano, poderá em um médio prazo, modificar as relações existentes atualmente, entre nós e o ambiente social circundante. Dessa forma, poderemos passar de modelos conservadores e excludentes, fundamentados no modelo médico e na cultura do corpo normalizado, a modelos Inteligentes e excludentes, fundamentados no modelo social. É neste sentido que nós, Pessoas Surdocegas, Multideficientes e Pessoas com Doença Rara consideram a Acessibilidade. Acessibilidade <> Acesso <> Direitos <> Deveres, para que possamos crescer em nossa identidade e cidadania, embasando de forma potencial a participação e consideração social-humanitária do meio que estamos inseridos. Ao elaborar esta reflexão, objetivo, obter e transmitir brevemente a relação causal e o sentido fático, por assim dizer, entre Acessibilidade, Pessoas Surdocegas, Pessoas Multideficientes e Pessoas com Doença Rara.

Desta forma, postular considerações a cerca da Acessibilidade destas Pessoas significa destacar a Acessibilidade em seus sentidos, conceitos, praticas e finalidades, de uma forma altamente especifica, de caráter individual e indivisível. Acessibilidade de caráter individual e indivisível inerente às necessidades que estas pessoas apresentam. A Surdocegueira, a Multideficiencia e a Doença Rara, até mesmo em suas características leves, possuem um potencial poder retaliativo da estrutura e desenvolvimento humano. Estas características podem ser em parte transformadas, a medida que, a Acessibilidade, em seus diversos campos de atuação, for desenvolvida e colocada em prática. Para nós. Pessoas Surdocegas, Pessoas Multideficientes e Pessoas com Doença Rara, a Acessibilidade em um primeiro momento é a ferramenta para nossa Inclusão Social. Se destacarmos a Inclusão Social significa dizer que almejamos a igualdade de oportunidades em todos os campos sociais. Para termos igualdade de oportunidades, a acessibilidade deve promover nosso direito à comunicabilidade ou a nos comunicar que é diferente do direito a comunicação.

A acessibilidade, através de seus mecanismos de atuação e promoção, deve nos possibilitar o acesso à comunicabilidade, através de meios, respeitando e considerando nossas dificuldades e características plurais, mas ao mesmo tempo, individuais, que possuímos em nossa comunicabilidade. Emergindo do direito a comunicabilidade, a acessibilidade naturalmente estará garantindo ou tornando acessível, o direito a livre expressão, de nós, Pessoas Surdocegas, Multideficientes e Pessoas com Doença Rara. Livre expressão que constantemente nos é negada. Livre expressão negada significa considerar que nosso direito à convicção também nos será subtraída. Havendo negação de nosso direito à convicção estaremos negligenciando um preceito fundamental da humanidade para com as Pessoas Surdocegas, Multideficientes e Pessoas com Doença Rara. Em síntese, a Acessibilidade se desenvolvida dentro de parâmetros legais, éticos e morais, relegando fundamental importância ao pleno desenvolvimento humano, poderá em um médio prazo, modificar as relações existentes atualmente, entre nós e o ambiente social circundante.

Dessa forma, poderemos passar de modelos conservadores e excludentes, fundamentados no modelo médico e na cultura do corpo normalizado, a modelos Inteligentes e excludentes, fundamentados no modelo social. É neste sentido que nós, Pessoas Surdocegas, Multideficientes e Pessoas com Doença Rara consideram a Acessibilidade. Acessibilidade <> Acesso <> Direitos <> Deveres, para que possamos crescer em nossa identidade e cidadania, embasando de forma potencial a participação e consideração social-humanitária do meio que estamos inseridos.

Saudações

Alex García

Pessoa Surdocega. Presidente da Agapasm. Coordenador do Núcleo Regional Rio Grande do Sul do Instituto Baresi. Escritor. Especialista em Educação Especial. Vencedor II Prêmio Sentidos. Rotariano Honorário - Rotary Club de São Luiz Gonzaga-RS. Líder Internacional para o Emprego de Pessoas com Deficiência Professional Program on International Leadership, Employment, and Disability (I-LEAD) Mobility International USA / MIUSA. Membro da World Federation of Deafblind - WFDB. Colunista da Revista REAÇÃO e do Portal Planeta Educação. Consultor da Rede Educativa Mundial - REDEM. Consultor Instituto Inclusão Brasil

 

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